Dúvidas sobre o futuro dos processadores
Hoje, os 0.02 mícron são o novo limite teórico, mas nada garante que nos próximos anos alguém não consiga produzir transístores ainda menores, mesmo usando silício.
Claro que existem vários problemas. Eu assisti esta entrevista com o Paulo Henrique Amorin. Como foi comentado, as propriedades dos materiais se alteram quando ao invés de uma grande quantidade de matéria, começa-se a trabalhar com poucos átomos. Além disso, quanto menor é o transístor, menos elétrons são necessários para muda-lo de estado. A 0.02 mícron são necessários apenas algumas dezenas de elétrons, o que abre uma margem gigantesca para todo tipo de interferência.
“2- Alguns também sugerem os nanotubos como opção ao silício. O que são eles? Quais são suas vantagens e inconvenientes?”
Os nanotubos são cavidades nanoscópicas feitas num bloco de carbono, tratado para adquirir propriedades semicondutoras. A IBM já conseguiu desenvolver um chip lógico com alguns poucos transístores usando esta tecnologia. Segundo alguns pesquisadores, será possível daqui a mais dez ou quinze anos produzir transístores medindo apenas 0.005 mícron, usando nanotubos. Mas, a tecnologia ainda está em desenvolvimento, por isso não dá para ter certeza de até que ponto isto seria viável. Não adianta simplesmente desenvolver uma tecnologia capaz de produzir processadores utra-rápidos, é necessário que eles tenham um custo acessível.
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