FC-PGA?
Em seu curso de desenvolvimento, o Pentium III acabou seguindo o mesmo caminho do Celeron, tendo seu cache L2 incorporado ao núcleo do processador. A fim de cortar custos, a Intel resolveu lançar versões do Pentium III Coppermine no mesmo formato PPGA do Celeron. Por um lado isto é bom, pois permite uma diminuição de até 15 dólares no custo final de cada processador, já que não é usada mais a placa de circuito, mas por outro é ruim, pois nos obriga a comprar um adaptador para poder encaixar um destes processadores em uma placa mãe slot 1. No caso do Pentium III Coppermine, o novo encaixe é chamado de FG-PGA.
O problema maior é que, apesar do encaixe ser o mesmo utilizado pelo Celeron, os requisitos do processador a nível de fornecimento elétrico são diferentes, já que o Celeron usa voltagem de 2.0v enquanto o Pentium III Coppermine utiliza 1.6 ou 1.65v dependendo da versão. Apesar de muitas das placas mãe soquete 370, desenvolvidas para o Celeron suportarem barramento de 100 MHz, muitas são incompatíveis com os Coppermine por causa da voltagem diferente.
O Pentium III Coppermine foi produzido tanto em versão FC-PGA quanto em versão slot 1. Existem adaptadores que permitem instalar um processador FC-PGA em uma placa slot 1, mas de qualquer modo, é necessário que a placa suporte processadores Pentium III Coppermine, senão nada feito.
hospedagem de sites" />Pentium III slot 1
hospedagem se sites" />Pentium III FC-PGA
Existem ainda algumas placas mãe, como a FIC KA-11 e alguns modelos da PC-Chips que possuem ambos os encaixes, permitindo encaixar qualquer um dos dois tipos de processador sem necessidade de adaptador. Naturalmente, apenas um dos encaixes poderá ser usado de cada vez.
Entendendo as variações do Pentium III
Como vimos até aqui, existem várias variações do Pentium III, quanto à voltagem, quanto à arquitetura, quanto à freqüência de barramento e quanto ao encaixe.
À primeira vista, tudo parece muito confuso, mas depois de uma olhada mais demorada, você verá que é relativamente simples.
Na tabela a seguir estão marcados os recursos de cada versão do Pentium III. Logo a seguir virão mais algumas explicações.
Recursos |
Versões de 450, 500, 550 e 600 MHz |
Versões 533B e 600B |
Versões 500E e 550E |
Versões de 650, 700, 750 e 800 MHz e versão 600E |
Versões de 667 e 733 MHz, versões 533EB, 600EB, 800EB e versão de 1 GHz |
Arquitetura |
Katmai |
Katmai |
Coppermine |
Coppermine |
Coppermine |
Versões Slot 1 |
Sim |
Sim |
Não |
Sim |
Sim |
Versões FC-PGA |
Não |
Não |
Sim |
Sim |
Sim |
Versões com barramento de 100 MHz |
Sim |
Não |
Sim |
Sim |
Não |
Versões com barramento de 133 MHz |
Não |
Sim |
Não |
Não |
Sim |
Cache L2 |
512 KB
half-speed |
512 KB
half-speed |
256 KB
full-speed |
256 KB
full-speed |
256 KB
full-speed |
Advanced System Buffering |
Não |
Não |
Sim |
Sim |
Sim |
A sigla “E” diferencia os processadores com core Coppermine dos com Core Katmai no caso de versões do mesmo clock, como no caso das versões de 500, 550 e 600 MHz. No caso, os processadores com o “E” são os com core Coppermine.
A sigla “B” (“B” de bus, ou barramento) indica processadores com bus de 133 MHz, enquanto a combinação “EB” indica processadores que ao mesmo tempo utilizam o core Coppermine e utilizam bus de 133 MHz, como no caso da versão EB de 800 MHz. Veja que em geral estas siglas são utilizadas para diferenciar processadores do mesmo clock, não sendo usadas no caso dos processadores de 667 e 733 MHz por exemplo, já que todos utilizam bus de 133 e core Coppermine.
O número de identificação
Sem dúvida, o recurso incluído no Pentium III que está gerando mais polêmica, é a inclusão de um número de identificação, único para cada processador. O uso de números de identificação em processadores, não é nada novo; se você examinar seu processador atual, perceberá que ele possui um número de identificação estampado em alguma parte de seu encapsulamento. Este número de série geralmente indica a série do processador, o ano de fabricação e algumas outras informações sobre a procedência do chip.
O problema é que no Pentium III, o número de identificação é gravado de forma digital em circuitos dentro do processador. O número de identificação é único para cada processador, e por isso, pode ser usado para identificar o micro dentro da Internet.
Por um lado, a existência do número de identificação poderia garantir uma maior segurança em transações online, já que seria possível para sites que vendem produtos via Internet, cassinos digitais, etc. vincular o número de identificação que é único, ao cadastro do cliente, tendo como verificar se é realmente ele quem está fazendo a compra, podendo inclusive tornar desnecessário o fornecimento do número de cartão de crédito ou senhas nas compras online e serviços pagos fornecidos via Internet.
Porém, esta idéia que a princípio pode parecer boa, apresenta algumas falhas estratégicas que tornarão difícil uma boa aceitação. O número de série é informado pelo processador depois de uma certa chamada gerada pelo programa que deseja saber o número. Não seria muito difícil para alguém competente, criar um software que interceptasse esta chamada e retornasse ao software indagador um número falso, que poderia ser inclusive o de outro usuário (!!!). Pode parecer improvável, mas como o Windows 95/98 oferece acesso direto ao hardware, passando por cima inclusive do BIOS, isto é perfeitamente possível, apesar de obviamente não ser uma coisa fácil de realizar na prática.
Outro uso para o número de série poderia ser o combate à pirataria de softwares, já que o número de identificação poderia ser vinculado à cópia do programa, evitando que ele fosse instalado em mais de uma máquina. Mas, e se o usuário resolvesse fazer um upgrade de processador e depois, por um motivo qualquer, precisasse reinstalar o programa? Ligações Internacionais para pedir um novo número de registro?
A crítica mais grave ao número de identificação, porém, está sendo feita por representantes de associações de defesa da privacidade, que alegam que o número de identificação é uma ameaça à privacidade de quem usa a Internet.
Temendo boicotes, a Intel resolveu que o número de identificação poderia ser ativado ou desativado à gosto do usuário, através de um programa que roda sobre o Windows. Esta medida porém não convenceu, já que a fraca segurança fornecida por este programa poderia ser facilmente quebrada por cavalos de Tróia, como possíveis novas versões do Back Orifice e similares e, além disso, muitos usuários iniciantes simplesmente não saberiam como ativar ou desativar o número. O programa que permite ativar e desativar o número de identificação pode ser baixado em http://support.intel.com/support/processors/pentiumiii/snum.htm
Outra solução foi apresentada pelos fabricantes de placas mãe, através da inclusão de uma opção no CMOS Setup que permite desabilitar a identificação, encontrada em muitas placas.
A inclusão do número de série, parece ser mais uma jogada de Marketing da Intel para pressionar os usuários a trocar de processador, do que um benefício real. De qualquer maneira, vendo a indignação de muitos usuários que temem ter sua privacidade na Internet ameaçada, parece que a inclusão do número de série está prejudicando as vendas do Pentium III ao invés de impulsioná-las.
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