Manual de Hardware Completo

 

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Manual de Hardware Completo

 

 

Página 30


Trident

As placas de vídeo com chipsets da Trident já foram as mais vendidas. Apesar da Trident não lançar um novo chipset a mais de dois anos, ela ainda se dedica a lançar novas versões do seu Trident Blade para notebooks.

No geral, os modelos da Trident apresentam um desempenho muito abaixo das placas topo de linha porém são muito baratas e dificilmente ocorrem problemas de incompatibilidade ou outros problemas graves. Se as placas de vídeo fossem carros, as Trident seriam os Fuscas. Quem nunca teve uma Trident que atire a primeira pedra :-)

Numa perspectiva histórica, os principais modelos de placas de vídeo já lançados pela Trident são os seguintes::

Trident 9440: Esta é a primeira placa “contemporânea” da Trident. Antes desta tivemos apenas modelos de placas ISA, que possuem um desempenho ínfimo para os padrões atuais. A Trident 9440 foi produzida apenas em versão PCI e existem modelos com 512K, 1 MB (os mais comuns) e 2 MB de memória. Esta placa não possui recursos 3D e seu desempenho em 2D é bem fraco. Utilizável apenas em micros antigos.

Trident 9680: Um pouco mais moderna que a 9440, é possível encontrar modelos com 1 MB, 2 MB ou 4 MB de memória. Anda não possui recursos 3D, mas seu desempenho em 2D já é aceitável. Um bom par para um Pentium 100 ou algo parecido.

Trident 9682: Esta placa é bem semelhante à 9680, mas incorpora o recurso de captura de vídeo. Como era cara, foram produzidas poucas deste modelo.

Trident 9685 (ProVidia): Esta placa trouxe várias inovações sobre os modelos antigos. O acesso à memória de vídeo é feito a 64 bits, ao invés de apenas 32 e o RAMDAC da placa funciona a 170 MHz, ainda é fraco se comparado ao das placas atuais, pois permite trabalhar a no máximo 1024 x 768 com um bom refresh rate, mas já é superior ao das placas anteriores.

Esta placa foi produzida em versões de 2 MB e 4MB (todas PCI) e em modelos com e sem saída de vídeo. A saída de vídeo permite usar uma televisão no lugar do monitor, o que pode ser útil para apresentações. Mas, a imagem mostrada na TV está limitada a 640 x 480 e a qualidade não é das melhores. Outra limitação é que na 9685 não é possível usar o monitor e a saída de vídeo ao mesmo tempo.

Esta placa também possui um recurso de aceleração 3D primitivo, chamado “frame stresh”. O processador cria a imagem 3D numa resolução de 320 x 240 e aplica todos os afeitos via software, a placa de vídeo, por sua vez, usa o frame stresh para converter esta imagem numa imagem com resolução de 640 x 480. Isto não melhora muita coisa, mas pelo menos permite jogar os jogos 3D em 640 x 480 com mais ou menos o mesmo desempenho que teríamos jogando os mesmos a 320 x 240 usando uma placa 2D sem esse recurso. O frame stresh só funciona em jogos que utilizam o DirectX (versão 5.0 ou superior).

Trident 9750 (3DIMàge): Esta placa existe tanto em versão AGP (1X) quanto em versão PCI, sempre com 2MB ou 4MB de memória. Como no caso da 9685, existem também modelos com saída de vídeo. O desempenho em 2D é bom, comparável com o de placas muito mais caras, como a Matrox Millennium, nela o RAMDAC funciona a 230 MHz. Apesar do nome, esta é essencialmente uma placa 2D, que suporta alguns poucos recursos 3D, mas nada muito significativo. Esta pode ser uma boa placa caso você vá trabalhar apenas com aplicativos 2D, mas não é utilizável para jogos ou outras aplicações 3D.

Trident Blade 3D (9880): Esta é a primeira placa de Vídeo realmente 3D lançada pela Trident, e é fabricada em modelos AGP (2X) e PCI com 4MB ou 8 MB de memória. Também existem modelos com saída de vídeo.

O desempenho 2D é bem semelhante ao da 9750, ou seja, apenas razoável para os padrões atuais. Quanto aos recursos 3D, temos uma qualidade de imagem razoável e um desempenho entre fraco e razoável, pouco superior à maioria dos chipsets de vídeo onboard atuais.

Esta é uma placa 3D básica, para quem não faz questão de um desempenho equivalente ao das placas topo de linha e ao mesmo tempo não está disposto a gastar muito. A potência desta placa é suficiente para rodar a maioria dos jogos 3D a 640 x 480 com FPS razoável. Porém, a placa deixa a desejar quando utilizadas resoluções mais altas.

A um ou dois anos atrás, a Trident Blade podia ser considerada como uma opção de placa 3D de baixo custo, já que as placas topo de linha da época eram muito mais caras e a diferença de desempenho era bem menor do que é atualmente. Hoje em dia não valeria mais à pena comprar um Blade pois já temos placas com o chipset GeForce 2 MX200 sendo vendidas por 80 dólares, apenas o dobro do valor de uma Trident Blade, por um desempenho incomparavelmente superior.

Outro problema com a Blade 3D são seus drivers de vídeo. A Trident abandonou o desenvolvimento dos drivers pouco depois de lançar o chipset, O resultado é a incompatibilidade com alguns jogos e falhas de imagem e outros defeitos em alguns outros títulos.

Ficha Técnica Trident Blade 3D

Barramento:

AGP 2X

APIs suportadas:

D3D e OpenGL

Memória de vídeo

Versões com 8 MB e 16 MB

Fill Rate

110 megapixels, 110 megatexels

Poder de processamento

2.5 milhões de polígonos por segundo

Tipo de memória utilizada

SDRAM

Recursos 3D básicos

Todos

Single Pass Multitexturing

Sim

Gráficos 3D com 32 bits de cor

Sim

Texturas de 2048 x 2048

Sim

Resolução máxima suportada

1600 x 1200

Funções 2D

Embutidas, RAMDAC de 250 MHz

 

Processador

Cores

FPS no Quake 2 (demo.dm1)

a 640 x 480

FPS no Quake 2 (demo.dm1)

a 800 x 600

FPS no Quake 2 (demo.dm1)

a 1024 x 768

Pentium II 400

16 bits

33

23

17

32 bits

23

13

11

Pentium II 266

16 bits

28

20

15

32 bits

20

12

10

Soquete 7 x Placas de vídeo AGP

No início desde livro, disse que as placas Voodoo eram as que apresentavam melhor compatibilidade com placas mãe soquete 7, que isto ocorria justamente devido a não usarem o recurso de acesso à memória principal permitido pelo barramento AGP.

Este recurso, chamado de “Graphics Address Remapping Table”, ou simplesmente GART, permite que a placa de vídeo utilize o barramento AGP para armazenar texturas diretamente na memória principal. Como ao mesmo tempo a memória é utilizada pelo processador é preciso manter uma tabela de alocação para evitar que endereços ocupados pela placa de vídeo sejam também utilizados pelo processador e vice-versa. Esta tarefa tão importante é realizada pelo chipset da placa mãe.

Ao ser instalar o Windows 95 OSR/2 ou o Windows 98, são automaticamente instalados os drivers que ativam o GART. O problema é que os drivers do Windows 98 não são totalmente compatíveis com muitos chipsets usados em placas mãe soquete 7, em especial os chipsets ALi Aladdin V e, são incompatíveis com o VIA MVP3. Isto faz com que a memória não seja alocada corretamente, causando travamentos.

A solução é substituir os drivers do Windows pelos drivers AGP GART fornecidos pelo fabricante. O mais seguro é fazer uma instalação limpa do Windows, instalar os drivers GART e somente depois instalar os drivers da placa de vídeo. Os drivers GART vem no CD da placa mãe, normalmente dentro da sub-pasta “AGP”. Mas também é possível baixá-los nos sites dos fabricantes.

Os drivers para chipsets Via podem ser encontrados em: http://www.via.com.tw/drivers

Placas 3D de baixíssimo custo

Atualmente, quase todos os bons jogos trazem como pré requisito uma placa 3D. Por mais simples que possa ser, a placa 3D é essencial pois sem ela muitos jogos sequer chegam a abrir.

Uma placa 3D de alto desempenho, como uma GeForce MX ou uma ATI Radeon não sai por menos de 100 dólares, mesmo quem prefere comprar uma placa mais simples, como uma Voodoo 3 ou uma TnT 2 acaba gastando pelo menos 60 ou 70 dólares.

Considerando que no Brasil os micros mais vendidos custam entre 1.500 e 1.800 reais, gastar 250 reais só na placa de vídeo 3D é uma tarefa complicada para muita gente. A idéia deste tópico, é falar sobre as opções de vídeo de baixíssimo custo, baratas o suficiente para serem incluídas em um micro de 1.500 reais.

A má notícia é que com 1.500 reais é praticamente impossível comprar um micro com uma placa 3D AGP, por mais simples que seja, sim, o jeito é escolher entre as mal faladas placas mãe que vem com vídeo onboard. A boa notícia é que mesmo as placas onboard atuais incorporam vídeo 3D, que apesar de não serem nenhuma maravilha, já são suficientes para rodar a maioria dos jogos atuais a 640 x 480 e 16 bits de cor. Não deixa de ser uma opção de baixo custo aceitável para quem joga esporadicamente e não faz questão da melhor qualidade de imagem possível.

Como funciona o vídeo onboard

A integração sempre foi o meio mais simples de reduzir o custo dos componentes. No caso do vídeo onboard o chipset de vídeo passa a fazer parte do chipset da placa mãe. Assim, ao invés de dois chips, é produzido apenas um, barateando muito o conjunto.

O grade problema neste caso é o que fazer com a memória de vídeo, não da para integrar 16 MB ou 32 MB de memória no chipset da placa mãe :-) A solução encontrada pelos fabricantes para resolver este impasse, sem comprometer o baixo custo, foi passar a compartilhar a memória RAM do sistema entre o processador e o chipset de vídeo. Com isto, o vídeo onboard acaba saindo quase de graça, pois além de aproveitar o mesmo encapsulamento do chipset, passa a utilizar a memória RAM, que já estaria lá de qualquer maneira.

Apesar desta ser a solução ideal para cortar custos, não é exatamente a melhor idéia em termos de desempenho. Primeiro porque o barramento de dados permitido pela memória RAM, 800 MB/s utilizando memória PC-100 é muito pouco para uma placa de vídeo de médio desempenho, e o pior, este barramento é compartilhado com o processador, que também precisa armazenar dados na memória, fazendo com que no final das contas fiquem disponíveis para a placa de vídeo apenas 400, 500 MB/s

A maior limitação das placas de vídeo 3D atuais mão diz respeito ao poder de processamento, mas sim à velocidade da memória utilizada. Placas de alto desempenho, como a GeForce 2 GTS utilizam memórias DDR operando a freqüências altíssimas para serem capazes de acompanhar a velocidade do chipset de vídeo e mesmo assim em muitos casos a velocidade da memória limita o desempenho do chipset de vídeo. Se isto ocorre em placas de vídeo que possuem, 4, até 5 GB/s de barramento com a memória, o que dizer dos vídeo onboard que na prática tem disponível perto de um décimo disso?

Existe uma solução para isto, que seria integrar memória de vídeo na placa mãe, permitindo que as placas onboard tivessem um desempenho próximo do das placas convencionais. O problema é que isto iria de encontro à regra básica do vídeo onboard, que é o baixo custo, fazendo com que as placas onboard custassem quase o mesmo preço de uma placa mãe pelada e uma placa de vídeo separada.

As opções

O chipset utilizado na placa mãe pode ser descoberto facilmente dando uma olhada rápida nas especificações da placa. Em alguns casos, o nome do chipset usado faz parte do próprio nome da placa, por exemplo, na “Asus P3V133”, o “V133” indica que a placa usa o chipset Via Apollo 133.

Os principais chipsets com vídeo onboard embutido são os i810 e i815 da Intel, os Via PM133 e Via KM133, o SiS 730, SiS 630S, Ali Aladdin TnT 2 e Via Apollo MVP4.

Os chipsets da Intel, i810 e i815 são naturalmente para placas mãe soquete 370 e slot 1, ambos são muito parecidos, trazendo o mesmo chipset de vídeo, o Intel 752. A diferença é que as placas mãe com o i810 vem sem slot AGP, enquanto as com o i815 além do vídeo onboard trazem um slot AGP 4x, permitindo desabilitar o vídeo onboard e instalar uma placa AGP externa.

Ainda nas placas mãe para processadores Intel, temos os chipsets Via PM133, SiS 630S e o Aladdin TnT 2.

O Via PM133 traz integrado um chipset Savage Pro, o SiS 630S trás o chipset de vídeo SiS 300, enquanto o Aladdin TnT 2, como o nome sugere, vem com um chipset de vídeo Nvidia TnT 2.

Os chipsets Via KM133 e SiS 730 são destinados às placas mãe soquete A, para os Athlons e Durons, o que não deixa de ser uma boa notícia, pois já temos no mercado placas mãe baratas, com vídeo e som para os processadores AMD. O Via KM133 vem com o chipset de vídeo Savage Pro, enquanto o SiS 730 vem com o mesmo SiS 300 usado no chipset para processadores Intel.

O Via MVP4 é o mais antigo de todos, ele é encontrado em algumas placas mãe para K6-2, trazendo o chipset Trident Blade 3D.

Desempenho

“TnT 2”, “Savage Pro”, estes são os mesmos chipsets de vídeo que costumávamos ver nas placas 3D mais badaladas a dois anos atrás, que apresentam um desempenho razoável mesmo para os padrões atuais. O problema é que apesar dos chipsets de vídeo serem os mesmos, o desempenho é muito inferior devido ao uso de memória compartilhada ao invés de memória de vídeo. Como disse no início, usando memória RAM PC-100 o chipset de vídeo acaba tendo apenas 400 ou 500 MB/s de barramento disponível. Com o desempenho limitado à velocidade da memória, estes chipsets acabam apresentando um desempenho semelhante ao Intel 752 e o Trident Blade, que são chipsets de vídeo bem inferiores.

Usando memórias PC-100, o desempenho dos chipsets no Quake III a 640 x 480 é de 15 FPS (i810) a 18 FPS (Aladdin TnT 2). Desabilitando alguns recursos relacionados à qualidade das imagens é possível aumentar um pouco estes números. Usando memórias PC-133 por sua vez, o desempenho aumento bastante, já que o desempenho do vídeo onboard é limitado à velocidade da memória. O i810 chega a 18 FPS enquanto o Aladdin TnT 2 chega 21. Os demais chipsets ficam entre os dois. Aliás, esta é uma grande dica para quem usa vídeo onboard, sempre que possível manter a memória RAM trabalhando a 133 MHz. Os chipsets da Via oferecem a opção de manter a memória a 133 MHz mesmo que o processador utilize bus de 100.

Assim como nas placas de vídeo “de verdade”, o desempenho apresentado por cada um varia de acordo com o jogo, variações causadas principalmente pela otimização dos drivers de vídeo para cada título. O Aladdin TnT 2 que ganha do i810 no Quake 3 apresenta um desempenho bem inferior ao mesmo no Unreal por exemplo.

Dúvidas e problemas de manutenção

:. AGP linear regulator

"Estou prestes a comprar uma placa de Vídeo Asus V7100/T GeForce 2 MX, e sem querer li uma coisa no site da Asus, que me deixou com uma dúvida no seguinte endereço

http://www.asus.com.tw/Products/Addon/Vga/agpv7100/accesory.html

Minha dúvida é em relação à ultima Linha, onde está escrito: Warning: Because GeForce2 MXTM DDR GPU consumes a lot of power, as a result, do not use AGP-V7100 with the mainboard which AGP power is provided by linear regulator.

Minha dúvida é em relação ao que fala do slot AGP, pois não sei muito bem do

que se trata."

Este problema não é exclusividade das GeForce MX, mas de todas as placas de vídeo que consomem acima de 8 ou 10 Watts de corrente.

Este problema começou a ser percebido na época das placas com o chipset TnT 2, muitas das placas soquete 7, e mesmo algumas das placas slot 1 da época simplesmente não funcionavam estavelmente com essas placas. Depois desta primeira safra, os fabricantes passaram a incluir o linear regulator, um conjunto de capacitores e reguladores de voltagem que aumenta a capacidade de fornecimento do slot AGP, para algo tem torno de 20 watts.

Pode ficar tranqüilo, pois qualquer placa mãe produzida da segunda metade de 99 pra cá, ou então que já tragam slots AGP 4X, provavelmente todas que ainda podem ser encontradas à venda, possuem este sistema. A dúvida recai apenas sobre as placas antigas, sobretudo as soquete 7 com slots AGP 1X/2X.

:. Configuração do FSAA da GeForce MX

"Prezado Morimoto. Na sua dica do dia 30/03, acerca do desempenho da placa GeForce2 MX, você fala em habilitar o FSAA e usar cores de 16 bits ao invés de 32.

Tenho no meu computador uma Hercules Prophet 2 MX a qual utiliza o chipset GeForce 2 MX, e uso os drivers da própria Hercules.

Já revirei todo o software de configuração da placa e não encontrei a opção FSAA. Alguma dica?

Com relação a usar cores de 16 bits, faço isto alterando a opção na tela de propriedades de vídeo do Windows? Grato."

As duas configurações estão no utilitário de configuração de vídeo, na seção onde estão as opções relacionadas ao desempenho da placa.

Tanto usando o driver da Hercules, quanto os drivers da Nvidia, você deverá acessar a janela "Adicional Properties", dentro da janela de configuração de vídeo e acessar as abas "Direct 3D Settings" e "OpenGL Settings"

Para configurar o FSAA dentro do Direct 3D, você deverá abrir a aba de configuração "Direct 3D Settings", e clicar em "More Direct 3D". Na seção "Antialising" aparecerá o controle que permitirá escolher o nível de qualidade.

A opção para ativar ou desativar o FSAA em OpenGL pode ser configurada no menu "OpenGL Settings" através da opção "Enable Full Scene Antialising", enquanto a resolução de cor dentro dos jogos é configurada na opção "Defaut Color Depth for textures"

Ativando o FSAA, por defaut a placa utilizará o FSAA 1.5, que tem uma qualidade de imagem mais baixa, porém não sacrifica tanto o desempenho da placa. Você pode aumentar o super sampling, melhorando ainda mais a imagem, mas sacrificando uma parte maior do desempenho da placa através do registro.

Abra o regedit (iniciar/executar/regedit) e acesse a chave:

HKEY_LOCAL_MACHINE\System\CurrentControlSet\Services\Class\Display\0000\NVIDIA\OpenGL

Encontre o valor "FSAAQuality" e dê um duplo clique para edita-lo.

O valor defaut é 0, que usa o FSAA 1.5x, de qualidade mais baixa. Alterando o valor para 1 será ativado o FSAA 2x, enquanto ao alterar o valor para 2 será ativado o FSAA 4x, de maior qualidade.

Numa GeForce 2 GTS o FSAA 4x funcionará bem na maioria dos jogos, pois o desempenho da placa permite essa ostentação toda. Na MX alguns jogos podem ficar lentos, dependendo da resolução de vídeo. Para ela, o melhor seria mesmo o FSAA 1.5x.

:. PC lento no Fifa 2001

Meu micro não roda bem, ou seja roda muito ruim o FIFA 2001, mas será que é falta de alguma configuração da placa de vídeo? Veja a configuração do meu micro: Pentium III 650, P. mãe Net Gate NGVP01, placa de vídeo Trident 3Dimage9750, e som onboard, a imagem é muito lenta, já configurei renderizar no Setup do FIFA e nada.

OBS.: não é só FIFA e sim qualquer outra função que exija do vídeo, como exemplo, uma simples proteção de tela 3D da SiS”

O problema no seu caso, infelizmente, não é nenhuma configuração de vídeo, mas a placa de vídeo em sí. A Trident 9750, apesar do nome, não pode ser considerada uma placa 3D.

Ele pode servir para rodar Office, Internet e outros tipos de aplicativos 3D, mas para rodar jogos você precisará de uma placa melhor. Em termos de desempenho, o ideal seria uma GeForce MX, mas caso você não possa gastar tanto, possíveis escolhas seriam uma Voodoo 3, uma TnT 2 (caso encontre alguma por um preço bom), uma ATI Rage, etc. Mesmo placas antigas, como por exemplo a Voodoo 2 ou a Trident Blade já lhe darão um desempenho muito superior ao da placa atual.

:. Placa 3D para aplicativos profissionais

Tenho uma duvida bastante curiosa quanto a placas 3D 8, 16, 32mb , etc.

Como vendo equipamentos, uma pessoa pediu para q instalasse uma Voodoo 32mb que custa um pouco caro comparado as de 8mb Blade por exemplo. Portanto gostaria de saber se uma placa Voodoo 3 de 32mb tem melhor performance de processamento de imagens ou animações em programas como Corel Photo Paint, 3d Studio, Corel Draw!, etc, ou seja programas relacionados a gráficos e animações, pois pelo que sei, essas placas foram projetadas para executar rotinas especificas para jogos (Glide por ex) e não para programas gráficos.”

Realmente, as Voodoo 3 não são as placas mais indicadas para quem pretende trabalhar com aplicativos profissionais. Em primeiro lugar, dentro de aplicativos 2D, como o Corel Draw!, não é usada aceleração 3D, o diferencial entre as placas do mercado é a velocidade e qualidade do RAMDAC, o componente da placa de vídeo encarregado de atualizar a imagem no monitor. Isto determinará as resoluções de vídeo que poderão ser usadas com um refresh-rate e qualidade de imagem confortáveis.

Se você pretende trabalhar a 1600 x 1200 em um monitor de 19 polegadas, por exemplo, a melhor escolha seria uma G450 da Matrox (135 dólares em média), que mantém uma imagem em 2D perfeita mesmo nesta resolução. Neste quesito, qualidade de imagem em 2D, a Voodoo 3 não seria muito melhor do que a Blade, pois ambas lhe permitiriam trabalhar confortavelmente a no máximo 1280 x 1024.

Caso o objetivo seja usar dois monitores, novamente a minha sugestão seria a Matrox G450, por causa do seu Dual Head, que permite usar dois monitores na mesma placa de vídeo. Alguns modelos da GeForce MX tem um recurso semelhante, seriam uma segunda opção.

Finalmente, caso você pretenda também trabalhar com algum aplicativo 3D, como 3D Studio, algumas versões do CAD que desenvolvem projetos tridimensionais, etc. então a melhor escolha seria a GeForce MX, pois dentre as 4 ela é a que possui melhor desempenho em OpenGL, a única API suportada por estes aplicativos. A Matrox seria uma segunda escolha, pois também possui drivers OpenGL maduros, apesar do desempenho ficar bem atrás do da GeForce

A Voodoo 3 não possui um driver OpenGL completo, apenas um mini-GL que serve apenas para jogos, dentro do 3D Studio o PC renderizará via software, como se não tivesse placa 3D alguma. Provavelmente jamais possuirá, pois depois que a 3dfx foi comprada pela Nvidia não existe perspectiva de serem desenvolvidos novos drivers. A Trident Blade é outra placa que não possui um driver OpenGL completo. É uma placa barata, e só.

:. PC para Edição de vídeo

Sou técnico de manutenção e estou com uma encomenda de um cliente que trabalha com Filmagens em VHS, vou montar para ele um Pentium III 1,0 GHz, com 768 (ou 1.536) MB RAM, numa placa Asus CUV -4X, placa de vídeo Voodoo 4 - 4500 32 MB AGP (3dfx), HD 40 GB, etc...

Gostaria de saber qual placa de captura de vídeo seria a mais indicada e se uma ATI - TV WONDER PCI SERVE ?”

A CUV 4X suporta 1.5 GB de RAM. As (antigas) placas com o Intel i440 BX suportam apenas 1 GB enquanto as mais novas, com os i810 e i815 suportam medíocres 512 MB, elas são excelentes em termos de desempenho e compatibilidade, mas não são a melhor opção para quem pretende usar muita memória RAM.

Lembre-se que além da CUV 4X em que você está interessado, existem mais dois sub-modelos a CUV 4X-M e a CUV 4X-V, que não seriam muito adequados pra você. A CUV 4X-M é uma placa de baixo custo que vem com apenas 2 slots PCI, enquanto a CUV 4X-V é baseada num chipset da Savage, o PC133 pelo qual ninguém põe a mão no fogo :-)

Já no quesito placa de vídeo, a ATI - TV Wonder até serviria, pois ela já possui captura de vídeo, porém eu não recomendaria esta placa no seu caso, ela é voltada para o usuário casual, é uma placa barata, mas que possui poucos recursos. Para quem pretende trabalhar profissionalmente com vídeo, a melhor opção seria a ATI ALL-IN-Wonder, que é uma placa completa.

Além das funções de captura, a All-In-Wonder serve também como placa 3D, você não precisará da Voodoo 4. São fabricados atualmente, três modelos: ALL-IN-WONDER 128, ALL-IN-WONDER 128 Pro e ALL-IN-WONDER® RADEON™

As três tem recursos parecido a nível de captura de vídeo, mas o desempenho 3D varia bastante. Se a idéia é só trabalhar com vídeo, a Wonder 128 será a melhor escolha em termos de custo benefício. Porém se a idéia é ter também uma boa placa 3D, a mais adequada seria a Wonder Radeon que tem um desempenho 3D próximo do da GeForce MX.

Pessoalmente eu não recomendaria o Pentium III 1 GHz, mas sim o Athlon de 1.1 ou 1.2 GHz, que são um pouco mais baratos e tem um desempenho bastante superior em compressão de vídeo. O Duron 800 também poderia servir caso você precise economizar para comprar a placa de vídeo ou memória, neste caso você poderia troca-lo mais tarde por um Athlon mais rápido substituindo apenas o processador.

:. Travamentos com a Voodoo 3 3000

Recentemente, adquiri uma placa Voodoo 3 3000. Ela funciona bem, mas raramente (ou talvez nem tão raramente assim) o micro trava. Eu reparei em uma de suas análises que algumas placas (que tinham fotos) tinham coolers. A minha não tem. Poderá ser este o problema?”

A Voodoo 3, tanto a 2000 quanto a 3000 realmente não têm cooler, apenas um dissipador metálico. Normalmente ele é suficiente, mas caso esteja fazendo muito calor, ou seu gabinete ande muito abafado, você pode comprar um cooler qualquer, destes de 10 reais mesmo e parafusa-lo sobre o dissipador da placa, vai encaixar certinho.

Caso o micro esteja travando apenas nos jogos, depois de alguns minutos jogando, é provável que o problema seja realmente superaquecimento da placa. Caso os travamentos ocorram dentro do Windows, ao surfar na Net, etc. então é mais provável que seja outra coisa, processador superaquecendo, memória RAM ou placa mãe com defeito, algum driver de dispositivo problemático, algum programa mal comportado, e por aí vai.

:. Mais dúvidas sobre monitores

Li o boletim sobre dúvidas sobre monitores (02/28) e fiquei bastante preocupado, pois uso o meu computador muito como dicionário, e isso exige que eu fique ligando e desligando o monitor para poupar energia. Como já sabia que desligar o monitor várias vezes reduz sua vida útil resolvi ativar o Gerenciamento de energia do Windows o que me salva muitos tostões, mas depois desse boletim... A minha dúvida é:

Usar a proteção de tela "tela em branco" economiza energia sem "matar" o

monitor? E quanto economiza?”

Esta proteção de tela não desliga o monitor, apenas faz com que a tela fique preta. Isso não causa nenhum prejuízo ao monitor. A economia de energia é naturalmente muito menor do que a obtida colocando o monitor em standby, cerca de apenas 25%, mas não deixa de ser uma economia considerável. Esta proteção é um bom meio de tentar economizar energia caso o micro vá permanecer ocioso por curtos períodos de tempo.

Desligar ligar também afeta o tempo útil de monitores de cristal líquido?”

Também, não apenas dos monitores, mas de todos os componentes eletrônicos. A grande chave é sempre considerar o tempo que o dispositivo ficará sem uso para ver se vale ou não à pena desliga-lo.

Usar o desligamento automático dos HD's também reduz a deles?”

Os HDs são os que mais sofrem ao serem continuamente desligados, pois o motor de rotação é muito exigido quando o HD é ligado, até os discos atingirem a velocidade de rotação ideal. As cabeças de leitura também sofrem um desgaste considerável, pois apesar de estarem em posição de descanso, elas entram em atrito com os discos, á que o colchão de ar (que permite o acesso ao disco sem que as cabeças de leitura toquem os discos magnéticos) só é formado quando estes atingem uma rotação próxima da máxima.

Considerando os danos que um HD problemático pode causar aos seus dados, eu pessoalmente não recomendo ativar a economia de energia para o HD, a menos que seja o caso de um PC que vá ficar sem atividade durante muitas horas.

Para quê monitores com USB?”

Os "monitores USB" nada mais são do que um monitor comum com um Hub USB embutido. O hub USB permite acoplar vários periféricos à mesma porta USB. Você decide se vai precisar deste recurso e se vale à pena pagar mais por ele.

:. GeForce MX e TnT 2 em versão PCI

Ouvi dizer que iriam lançar placas com o MX da GeForce em versão PCI, dizendo q teria um desempenho quase igual ao da versão AGP. Até agora não vi nada parecido no mercado. Mas já mandei um e-mail para outros técnicos de hardware, falando se realmente iriam lançar essas placas em PCI, mas todos disseram q a perda pra uma GeForce AGP seria enorme, que não valeria muito a pena lança-las em PCI... A perda, afinal, seria grande ou pequena? Vão lança-las realmente? Para aproveitar o mesmo e-mail :), dois amigos meus disseram que o chipset TnT 2 também é vendido em versão PCI, isso é verdade?”

Sobre a GeForce MX, realmente é verdade que o chipset permite a criação de placas PCI. Na verdade já existem algumas GeForce MX em versão PCI, porém ainda não vi nenhuma à venda aqui no Brasil, só lá fora.

Chegaram a fazer um teste com uma GeForce MX no http://www.digit-life.com. O grande problema é que usando o barramento PCI, a placa passa a dispor de um barramento muito mais lento com a memória principal do que no barramento AGP, 133 MB/s do PCI contra 1066 MB/s do AGP 4x. Isso significa que a placa perderá muito mais tempo quando a memória de vídeo se esgotar e ela precisar armazenar texturas na memória RAM. Isso é notável sobretudo nas placas com 16 MB de memória, que naturalmente são as que mais utilizarão memória do sistema. A placa testada pelo pessoal do Digi-Life chegou a ficar 20% atrás da versão AGP em alguns testes.

O TnT 2 é outro que existe em versão PCI, o chamado TnT 2 Vanta, porém este chipset não é mais produzido, já a mais de um ano, por isso é muito difícil encontrar placas mãe com ele à venda.

:. Digitalizar filmes, de VHS para MPEG 4

Minha dúvida é a seguinte : Tenho uns vídeos em fitas VHS e gostaria de passá-las para o meu computador no formato MPEG 4 que fica com uma ótima qualidade e ainda com um arquivo bem pequeno. Eu uso o Win98 1ª edição. Será que vc podia me dizer quais programas usar e quais os cabos ?”

Primeiramente você precisaria de uma placa de captura de vídeo, uma das mais baratas atualmente e mais fáceis de usar, é um modelos Pinnacle, distribuído nacionalmente, que custa por volta de 180 reais e tem uma qualidade razoável.

De posse da placa basta liga-la no vídeo cassete. Primeiramente você deverá digitalizar os filmes em MPEG 2, para isso você pode utilizar o programa que acompanha a placa. Depois disso é só converter os filmes para MPEG 4, usando um dos vários programas que já existem para esta função. Eu pessoalmente recomendo o Virtual Dub, que pode ser baixado em:

http://www.divx-digest.com/

:. Usar Voodoo e GeForce juntas

Possuo duas placas de video sendo uma Voodoo 3 2000 PCI e uma Asus Ge force GTS DDR Pure AGP. Assim, seria possível ligar as duas num mesmo computador, ou seja, tem jogos que necessitam da Glide da Voodoo e não rodam na GeForce. Se tem essa possibilidade, como fazer?”

É possível fazer isso se você usar uma placa Voodoo 1 ou Voodoo 2, que são instaladas junto com uma segunda placa de vídeo. A Voodoo cuida então dos gráficos 3D enquanto a segunda placa, que pode ser qualquer uma, cuida dos gráficos 2D, ambas são ligadas através de um cabo especial.

Porém, neste sistema, caso a segunda placa também seja uma placa 3D, como uma GeForce, será possível escolher na configuração doas jogos qual placa usar. Aparecerão opções como Direct 3D usando a GeForce, Glide usando a Voodoo, OpenGL usando a GeForce, modo software, etc. Você poderá escolher o que preferir dentro de cada jogo.

O problema é que só é possível fazer isso usando placas Voodoo ou Voodoo 2, que são placas stand alone, que podem ser instaladas em "parceria" com a sua GeForce, não é possível fazer o mesmo com uma Voodoo 3, 4 ou 5, que são placas combo.

Resumo: A evolução das placas 3D

Hoje em dia, uma placa de vídeo 3D é absolutamente indispensável para quem gosta de bons jogos, ou trabalha com aplicativos 3D. Dos jogos atuais, apenas alguns poucos títulos de estratégia, como o Diablo 2 rodam em micros sem placas 3D. A demanda é tanta, que até mesmo placas mães baratas, já trazem vídeo onboard com recursos 3D.

Mas, até chegarmos nos dias de hoje, o mercado de placas 3D passou por uma enorme evolução. Que tal conhecer os principais recursos já lançados?

A primeiro chipset realmente 3D lançada no mercado foi o Voodoo 1, lançado no final de 96. Naquela época, a 3Dfx (fabricante dos chipsets Voodoo) apenas fabricava os chipsets de vídeo, que eram vendidos a outros fabricantes, como a Diamond, que se encarregavam de produzir e vender as placas. A “Diamond Monster 3D” nada mais é do que a Voodoo 1 da Diamond. Todas as placas com o Voodoo 1 traziam 4 MB de memória.

Pouco depois, surgiu no mercado a Nvidia, que lançou seu chipset Riva 128, que foi utilizado em várias placas, entre elas a Viper v330. O Riva 128 oferecia um desempenho bastante superior ao Voodoo 1, mas em compensação a qualidade de imagem era bastante inferior e o chipset não era compatível com vários jogos da época, pois não suportava Glide, a API 3D mais usada até então. As placas com o Riva 128 traziam de 4 a 8 MB de memória (usando o 128 ZX)

A 3Dfx respondeu então lançando o Voodoo 2, que novamente foi usado em várias placas diferentes, entre elas a Monster 2. O Voodoo 2 era pelo menos 3 vezes mais rápido que o Voodoo 1 e trazia um recurso inédito até então: a possibilidade de instalar duas placas no mesmo micro (SLI), que ligadas através de um cabo passavam a trabalhar em paralelo, dobrando o desempenho. Duas Voodoo 2 em paralelo tem um desempenho semelhante à uma Voodoo 3 2000, uma placa lançada quase dois anos depois. Foi lançada também o Voodoo Banshee, uma versão de baixo custo do Voodoo 2.

Mantendo a concorrência, a Nvidia lançou o Riva TnT, que operava a 90 MHz, a mesma freqüência do Voodoo 2, mas que permitia o uso de até 16 MB de memória. O Riva TnT foi usado em várias placas, entre elas a Viper v550.

Logo depois, a Nvidia bombardeou o mercado com várias variações mais avançadas do TnT. Em ordem de evolução tivemos: Riva TnT2, TnT2 M64, TnT2 Pro e TnT 2 Ultra.

Mais ou menos na mesma época do lançamento do Riva TnT, vários outros fabricantes começaram a lançar seus produtos no mercado. A Matrox veio com sua G200 e em seguida com a G400, que tem um desempenho semelhante a um Riva TnT 2 Ultra. Outro lançamento da Matrox foi a G400 MAX, cerca de 25% mais rápida que a G400 antiga.

A ATI por sua vez veio com seu Rage 128 e Rage 128 Pro, dois chipsets medianos, que concorriam com os TnT da Nvidia, trazendo com diferencial um preço um pouco mais baixo. O último lançamento da ATI foi a ATI Radeon, esta sim uma placa de alto desempenho, que concorre com as GeForce da Nvidia. Assim como a Matrox, a ATI fabrica e vende suas próprias placas.

Como não podia ficar para trás, a 3Dfx contra-atacou com sua Voodoo 3, vendida em 3 versões: Voodoo 2000, 3000 e 3550, sendo a 3500 a mais rápida. Em termos de desempenho as Voodoo 3 equivalem às séries TnT 2 Pro e TnT 2 Ultra da Nvidia. Apartir do Voodoo 3 a 3Dfx passou a fabricar suas próprias placas, deixando de vender chipsets para outros fabricantes.

De pouco mais de ano para cá, a Nvidia novamente bombardeou o mercado, desta vez com as várias variações da Nvidia GeForce. A primeira foi a GeForce SDR (com memórias SDRAM Comuns), seguida pelo GeForce DDR (com memórias DDR). Logo depois veio a GeForce 2 GTS e a GeForce 2 Ultra, as placas 3D mais rápidas atualmente, mais rápidas que a ATI Radeon, Matrox G400 MAX e até mesmo que a Voodoo 5.

Como uma opção de placa de baixo custo, a Nvidia lançou a GeForce 2 MX, que é um pouco mais lenta que a GeForce2 GTS (porém mais rápida que as GeForce anteriores) trazendo a vantagem de custar menos da metade do preço.

Os últimos lançamentos da 3Dfx foram as Voodoo 4 e 5. A Voodoo 4 utiliza apenas um chip VSA 100, a Voodoo 5 5000 utiliza dois chips, sendo teoricamente duas vezes mais rápida, enquanto a Voodoo 5 6000 (que não chegou a ser lançada) trazia 4 chips trabalhando em paralelo e nada menos que 128 MB de memória RAM. Apesar de primarem pela “força bruta”, as Voodoo 5 5000 acabaram não sendo boas opções em termos de custo benefício, por custarem muito mais caro que as suas concorrentes diretas, como as GeForce e a ATI Radeon. No final das contas, a 3dfx, já mal das pernas acabou sendo comprada pela nVidia.

Além da Nvidia, Matrox e ATI, quem vem sendo as principais concorrentes no mercado de placas 3D, existem outras companhias que também defendem seu quinhão no mercado. Entre elas temos a Trident, que atualmente fabrica a sua Blade 3D, a placa 3D mais barata do mercado atualmente (por volta de 38 dólares aqui no Brasil), mas que oferece um desempenho bastante fraco, inferior ao do Riva 128.

A Intel teve sua frustrada tentativa com a i740, uma placa que além de relativamente cara, disputava a lanterninha do desempenho com a Trident Blade. O projeto acabou sendo transformado na placa 3D onboard que vem nas placas mãe com os chipsets i810 e i815.

Uma companhia que teve algum sucesso foi a S3, com seus chips Savage e Savage 4 Pro e Savage 4 Extreme. Estes chips chegaram a ser usados em algumas placas, mas infelizmente não emplacaram, devido ao seu fraco desempenho e problemas de compatibilidade. O Savage 4 Extreme chega a perder para um Riva TnT M64, o chip de baixo custo da Nvidia.

Detalhes sobre a nForce

O nForce é um chipset desenvolvido pela nVidia, que traz vídeo, som e rede integrados. A idéia é desenvolver um chipset que possa ser usado em placas de baixo custo, com tudo onboard, mas que apesar disso, ofereça um bom desempenho.

Apesar de parecer mais uma daquelas promessas de político em campanha, o nForce é um projeto bastante interessante, com várias inovações sobre os projetos tradicionais de chipsets. Minha idéia aqui é dar apenas uma visão geral de como ele funciona, já que o desempenho na prática mesmo, só vamos ver quando as primeiras placas com o nForce começarem a ser vendidas.

Assim como a grande maioria dos chipsets atuais, o nForce é dividido em dois chips, a ponte norte e sul, que são chamadas de IGP (Integrated Graphics Processor) e MCP (Media and Communications Processor).

Entre os dois chips aparece a primeira novidade, que é o uso do HyperTransport, uma barramento de dados ultra-rápido desenvolvido por um consórcio de fabricantes, liderados pela AMD. Apesar do HyperTransport permitir a criação de um barramento de até 12.8 Gigabytes por segundo, a nVidia optou por usar uma versão primitiva, capaz de manter um fluxo de dados de apenas 800 MB/s. De fato, num sistema atual, mais do que isso seria desperdício de dinheiro. A maior vantagem neste caso é que não é usado o barramento PCI, como em outros chipsets. Com isto, o barramento fica menos congestionando, possibilitando algum (pequeno) ganho de desempenho.

Abaixo está um diagrama de blocos do nForce, fornecido pela nVidia:

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Vamos começar falando um pouco sobre o vídeo onboard, que afinal provavelmente será o principal diferencial do nForce frente aos vários chipsets com componentes onboard que estão aí.

A GeForceMX, apesar de não ser a placa 3D mais rápida atualmente, ainda é um excelente opção. O grande problema são os 180 dólares que uma destas custa. Que tal então ganhar uma MX de brinde numa placa mãe que provavelmente custará menos que isso?

Opa, não tão rápido. Para cortar custos a nVidia optou por usar a boa e velha memória de vídeo compartilhada, assim como nas M812 e outras tudo onboard que vemos por aí.

- Sacanagem, quer dizer que incluíram um GeForce MX no chipset só para passar a vergonha de ver ele perdendo para uma Trident Blade por causa da memória compartilha?

Calma, também não é assim. Para remendar o estrago e permitir que o GeForce onboard tenha uma performance próxima, ou quem sabe até igual ao das placas offboard, implantaram o Twin Bank, que é provavelmente o recurso mais interessante do nForce.

Imagine um Pentium III espetado Asus CUSL, que usa o chipset i815. O vídeo onboard já não é grande coisa e ainda divide o acesso à memória (apenas 800 MB/s já que essa configuração usa memória PC-100) com o processador. Imagine este conjunto dentro de um jogo 3D qualquer, onde os dois precisarão acessar a memória ao mesmo tempo.

No nForce o primeiro cuidado foi inclui suporte a memórias DDR, o que não chega a ser uma novidade atualmente, mas já ajuda, já que um módulo PC-266 oferece um barramento de 2.1 GB/s, quase o triplo do que teríamos usando memória PC-100. Mas, não pararam por aí. O Twin Bank consiste em adicionar um segundo controlador de memória ao chipset, o que permite acessar dois módulos de memória ao mesmo tempo, alcançando uma taxa de transferência teórica de 4.2 GB/s.

Como o processador normalmente usará apenas 600 ou 800 MB/s, sobram mais de 3 GB/s para o chipset de vídeo, o suficiente para uma performance 3D convincente.

Uma ressalva é que não é obrigatório usar dois módulos de memória, você pode usar um único módulo, mas neste caso o recurso ficará desativado e você perderá uma boa parte do desempenho. Uma boa notícia é que como são dois controladores de memória separados, não é obrigatório usar dois módulos iguais, o recurso funciona mesmo usando dois módulos com capacidades e até mesmo com frequências diferentes. Você pode misturar um módulo DDR PC-200 de 64 MB com outro DDR PC-266 de 128 MB por exemplo.

Existirão duas versões do nForce. Apenas o Crush 12, a versão mais cara virá com suporte ao Twin Bank. O Crush 11, que será a versão de baixo custo, terá apenas um controlador de memória, o que certamente garantirá um desempenho 3D bem inferior. De qualquer forma, ambos suportarão o bom e velho slot AGP 4X, para quem não gostar do desempenho do video onboard e preferir usar uma placa 3D externa.

Ainda na ponte norte do chipset, existe um outro componente novo, o DASP (Dynamic Adaptive Speculative Pre-Processor) que visa melhorar o desempenho do processador principal. O DASP funciona como um processador auxiliar, procurando localizar os dados e instruções de que o processador irá precisar nos próximos ciclos. A nVidia divulgou que o DASP permitirá aumentar o desempenho do processador em até 30%. Isso com certeza não passa de conversa de pescador, mas de qualquer forma, qualquer ganho mesmo que na casa dos 5%, que seria um número mais realista, será bem vindo, já que o recurso não oferece nenhuma desvantagem além de aumentar em uns poucos dólares o preço do chipset.

Descendo para a ponte sul do chipset, ou MCP como a nVidia prefere chamar, temos os demais componentes do chipset, que controlam as interfaces IDE, portas USB e claro os chipsets de som e rede integrados.

O APU, ou Audio processing unit, é a parte responsável pelo áudio, que por sinal é o mesmo usado no Xbox. Segundo as especificações, ele é capaz de reproduzir 256 vozes de áudio em 2D e até 64 vozes, quando forem utilizados os efeitos de áudio 3D, usando o EAX. Só para efeito de comparação, a Sound Blaster Live, que oferece uma boa qualidade de som, apesar do preço um pouco salgado, suporte 64 vozes em 2D e 32 vozes em 3D.

Superar os recursos de uma Sound Blaster Live não é muito difícil atualmente, pois trata-se de uma placa com 2 anos de idade. O que impressiona é que o som onboard de uma placa de 150 dólares possa ser capaz disso.

Finalizando, o nForce virá com uma interface de rede 10/100 e suporte a um softmodem, que poderá ser adicionado através de um riser (um encaixe que lembra um slot PCI invertido, que equipará as placas com o nForce, como na foto abaixo). Ambos são auxiliados por um recurso chamado StreanThru, que promete melhorar a velocidade de transferência da placa de rede, assim como os Pings nos jogos, tanto usando o modem, quanto usando uma conexão de banda larga.

Basicamente, o StreanThru faz com que as transmissões da rede e modem tenham prioridade sobre as transmissões feitas por outros periféricos. Isso faz com que as transferências possam ser iniciadas instantaneamente, ganhando alguns preciosos milessegundos. Não é nenhum divisor de águas, mas é mais uma pequena melhoria a se somar com as demais.

O nForce traz uma proposta interessante, combinando desempenho e um preço relativamente baixo. Provavelmente, as placas com ele não chegarão a custar 100 ou 120 dólares, como outras placas com componentes onboard, mas o preço deve ser razoavelmente acessível. Se você está curioso para saber como serão as placas baseadas no chipset, abaixo está a foto da placa de referência produzida pela nVidia.

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Veja que é uma placa micro-ATX, com apenas dois slots PCI, o slot AGP e o riser para a conexão do modem, que não traz grandes possibilidades de expansão. Definitivamente, não é a placa que você utilizaria para montar um servidor, mas será sem dúvida uma plataforma interessante para um PC básico para jogos ou trabalho.

 

 



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