GForce 2 Ultra
Ultimamente as placas de vídeo 3D vem evoluindo tão rapidamente que em apenas algumas meses temos vários lançamentos.
As evoluções sobre o GeForce 2 GTS que vimos a pouco são o aumento da freqüência de operação do chip de 200 para 250 MHz e o aumento do clock da memória de 333 (no GeForce 2 GTS) para incríveis 460 MHz. Desta vez não houve nenhum recurso novo, apenas um aumento do desempenho.
As placas mais simples vem com 64 MB de memória, mas está previsto o lançamento de placas com 128 MB. O bom desempenho coloca estas placas como o sonho de consumo de muita gente, o grande problema é o preço. Lá fora uma GeForce Ultra de 64 MB custa cerca de 300 dólares, o que significa de 900 a 120 reais aqui no Brasil, é o tipo de equipamento ao alcance apenas de quem realmente é fanático por jogos 3D e tem dinheiro para investir no hobby.
Das placas que cito aqui, esta é sem dúvida a mais rápida, permitindo coisas impensáveis em gerações anteriores de placas em termos de resolução de imagem e recursos. Enquanto numa placa antiga nos perguntamos “será que este jogo vai rodar?”, numa placa deste tipo a questão está mais para “o que eu faço para conseguir usar todos os recursos dessa placa?”. Mesmo habilitando o Recurso de FSAA, aumentando a resolução de vídeo para 1024 x 768 com 32 bits de cor e todos os outros efeitos permitidos ativados, a placa ainda consegue 48 frames por segundo no Quake 3. Desabilitando o FSAA e usando 16 bits de cor a placa consegue perto de 150 quadros a 1024 x 768 e 98 quadros a 1600 x 1200, enquanto como vimos, acima de 30 quadros não se percebe muita diferença na fluidez da imagem.
Modelos da Matrox
A Matrox é outra companhia que fabrica e vende placas equipadas com seus próprios chipsets de vídeo. As placas da Matrox sempre trazem alguns recursos interessantes se comparadas a placas da mesma época. A G200 por exemplo, foi uma das primeiras placas a suportar o uso de 32 bits de cor em 3D, enquanto a G400 permite o uso de dois monitores simultaneamente, na mesma placa.
Matrox G200
Este foi o primeiro chipset da Matrox a trazer recursos 3D. A qualidade de imagem é boa, e o desempenho comparável ao de placas contemporâneas. Foi um chipset com bons recursos mas nada de realmente especial.
Este chipset foi utilizado nas placas Millennium G200, Millennium G200 SD, Mystique G200, Marvel G200, Marvel G200-TV e Productiva G100, todas da Matrox.
O maior problema com a Matrox G200 na época do lançamento foi a falta de drivers OpenGL, ou seja, por falta de drivers tínhamos uma placa compatível apenas com o Direct 3D. A Matrox demorou mais de 6 meses para conseguir terminar os drivers, mas enfim eles acabaram saindo, mas só para Windows 95/98. Quem usava o Windows NT acabou tendo que esperar bem mais.
O OpenGL é a API mais utilizada na área profissional, por programas como o 3D Studio Max e programas de engenharia, além de ser usada por muitos jogos. Sem drivers OpenGL é como se tivéssemos apenas metade da placa 3D...
Ficha Técnica Matrox G200
Barramento: |
PCI ou AGP 2X |
APIs suportadas: |
D3D e OpenGL |
Memória de vídeo |
8 MB (atualizável para 16 em alguns modelos) |
Pixels por ciclo de clock |
1 pixel |
Fill Rate |
100 megapixels |
Poder de processamento |
1.5 milhões de polígonos por segundo |
Compressão de texturas |
Não |
Barramento de comunicação com a memória de vídeo |
128 bits |
Tipo de memória utilizada |
SGRAM |
Recursos 3D básicos |
Todos |
Single Pass Multitexturing |
Não |
Gráficos 3D com 32 bits de cor |
Não |
Texturas de 2048 x 2048 |
Não |
Resolução máxima suportada |
1920x1200 em 2D e 1600 x 1200 em 3D |
Funções 2D |
Embutidas, RAMDAC de 230 ou 250 MHz dependendo da placa |
Desempenho
Processador |
Quake 2 demo.dm1
640 x 480 |
Quake 2 demo.dm1
800 x 600 |
Quake 2 demo.dm1
1024 x 768 |
Pentium II 400 |
41 |
29 |
18 |
Pentium II 266 |
34 |
26 |
17 |
|