Extração de Áudio
Um recurso muito utilizado atualmente é a extração digital de áudio, “digital audio extraction” ou simplesmente DAE, que consiste em extrair dados gravados num CD de música e gravá-los no disco rígido na forma de um arquivo WAV ou MP3. Na gíria dos micreiros este processo é chamado de “ripar CDs”.
Uma vez no disco rígido, estes arquivos musicais podem ser editados livremente. É possível, por exemplo, extrair faixas de vários CDs e depois usar um gravador de CDs para gravar uma coletânea. Desde que você tenha comprado os CDs originais legalmente, e os CDs gravados sejam para uso próprio, não existe nada de ilegal nisso. Claro que muita gente usa este recurso para piratear CDs ou distribuir músicas ilegalmente, mas acredito que este não seja o melhor lugar para discutir isto.
Quando um CD é tocado, o leitor simplesmente mantém uma velocidade de leitura constante e os dados obtidos são convertidos para o sinal analógico que será enviado para as caixas de som. Quando fazemos extração de áudio, os dados são gravados na forma de um arquivo, sendo mantido o formato digital. Aí é que está o maior problema: o som é gravado no CD de modo a ser lido sequencialmente, em tempo real, não temos os 304 bytes de códigos ECC e endereçamento em cada setor que temos num CD de dados, apenas os dados do subcanal Q, que informam apenas os minutos e segundos transcorridos do início da música, não existe um posicionamento exato. Um segundo de áudio é uma eternidade, pois corresponde a nada menos do que 75 setores do CD. Manter o sincronismo é uma tarefa complicada nessas situações, já que a extração de áudio é feita a altas velocidades, 8x, 16x, ou mesmo 32x dependendo do drive e devido ao uso da velocidade angular constante, a velocidade de leitura varia de acordo com a parte do disco que está sendo lida.
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