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Manual de Hardware Completo

 

 

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Turtle Beach Mortengo

A Turtle Beach foi uma das pioneiras no ramo de placas de som para PCs. Muitos recursos, como o audio de 16 bits e Midi por Wave table foram usados por esta companhia em suas placas de som muito antes de qualquer outro concorrente. O problema é que o alvo da Turtle Beach sempre foi o ramo profissional, por isso suas placas nunca tiveram um preço acessível ao grande público e consequentemente nunca foram muito conhecidas.

Porém, com a evolução das placas de som, as placas mais baratas cada vez mais passaram a incorporar recursos antes só encontrados em placas profissionais, nivelando cada vez mais as duas plataformas. Para sobreviver, a Turtle Beach não teve outra saída senão entrar no ramo de placas domésticas, justamente com a Turtle Beach Montego. Existem duas versões, ambas baseadas nos chipsets da Aureal. A Montego original é baseada no Vortex 1 enquanto a Montego 2 é baseada no Aureal Vortex 2, mesmo chipset que equipa a Monster Sound MX300

Por ser baseada no Aureal Vortex, a Montego incorpora todos os recursos do A3D 1.0, além disso, temos 64 instrumentos MIDI simultâneos e porta de jogos digital. A taxa de signal to noise, ou sinal para ruído também é muito boa, de 92dB (quanto maior o valor mais puro é o som), isso garante uma qualidade excepcional em gravações feitas a partir da entrada line-in da placa, tornando-a especialmente recomendável para gravações de som em geral em especial para gravar músicas de discos de vinil ou fitas K7 para CD (que veremos com mais detalhes no próximo capítulo).

A Montego 2 por sua vez já é baseada no Aureal Vortex 2, incorporando os recursos de Wavetracing trazidos pelo A3D 2.0. Continuamos com 64 instrumentos Midi simultâneos, mas agora com a possibilidade de utilizar até 320 instrumentos via software. A porta de jogos digital foi mantida e a taxa de signal to noise é agora de 97db, mais uma melhora significativa.

Foi lançada também uma segunda versão da TB Montego 2, chamada Home Studio. Dedicada principalmente ao segmento profissional, temos uma Montego 2 equipada com saídas digitais, tanto coaxial quanto óptica e um segundo sintetizador Midi, que combinado com o primeiro, permite 128 instrumentos simultâneos via hardware e mais 256 instrumentos via software. Temos também 4 MB de memória RAM para guardar instrumentos Midi adicionais.

A saída digital óptica é usada principalmente por gravadores de MDs, ou mini disks. Estes aparelhos razoavelmente comuns no Japão permitem gravar e regravar músicas em mini disks. As músicas podem ser obtidas a partir de outros aparelhos de som, ou da saída line-out da placa de som, usando o cabo adequado. Porém, como estas saídas são analógicas, e o mini disk armazena o som no formato digital, temos perda de qualidade na conversão. Os modelos mais avançados trazem uma entrada óptica, que permite obter o som digitalmente. Usando um cabo óptico, na verdade um cabo de fibra óptica com duas terminações especiais, é possível ligar o gravador na saída óptica da placa de som e gravar as musicas a partir de um CD, ou arquivos MP3 sem perda de qualidade.



 



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