Estruturas do EXT2
Como disse, tanto o NTFS, quando o EXT2 utilizam estruturas muito diferentes (e até certo ponto bem mais complexas) que as usadas no sistema FAT. Agora que já estudamos os sistemas FAT 16, FAT 32 e NTFS usados pelo Windows, chegou a hora de conhecer um pouco mais sobre o sistema usado no Linux.
Boot block : É onde tudo começa, pois é aqui que são gravadas as informações necessárias para inicializar o sistema
Inodes: Os inodes armazenam informações sobre cada arquivo armazenado. A função dos inodes é muito semelhante às entradas no MFT do sistema NTFS. Cada inode armazena os detalhes sobre um determinado arquivo, incluindo o tipo de arquivo, permissões de acesso, identificação do(s) usuário (s) dono(s) do(s) arquivo(s), data em que foi criado e modificado pela última vez, tamanho e, finalmente, ponteiros para os blocos de dados onde o arquivo está armazenado. Ao ler qualquer arquivo, o VFS lê primeiro o inode correspondente, para depois chegar ao arquivo.
Diretórios: No EXT2 os diretórios são tipos especiais de arquivos, que armazenam uma lista de todos os arquivos e subdirectórios subordinados a ele. Nesta tabela são armazenados apenas os nomes e os inodes que representam cada um.
Links: Este é um recurso bastante versátil permitido pelo EXT2. Estes links funcionam de uma maneira muito parecida com os links usados nas páginas Web. Cada link pode apontar para um arquivo ou diretório qualquer. Ao acessar o link, você automaticamente acessa o destino.
Você pode por exemplo, criar um link “CD” dentro do diretório raiz para acessar o CD-ROM. Ao digitar “cd /root/cd” você verá os arquivos do CD-ROM.
Na verdade, os links nada mais são do que inodes que apontam para o arquivo ou diretório em questão. Ao abrir o link, o VFS lê as instruções e cai direto nos setores ocupados pelo arquivo.
Para criar um link simbólico, use o comando ln. Para criar o link CD, dentro do diretório raiz, apontando para o CD-ROM por exemplo, o comando seria ln -s /mnt/cdrom /CD
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