Estruturas lógicas no sistema NFTS
Assim como no sistema FAT, no NTFS são incluídas várias estruturas lógicas no HD. Apesar da idéia ser basicamente a mesma, estas estruturas são bem diferentes no NTFS:
MFT: Master File Table
No NTFS, a MFT substituiu a FAT, armazenando as localizações de todos os arquivos e diretórios, incluindo os arquivos referentes ao próprio sistema de arquivos. Mas, a forma como este mapeamento é feito difere um pouco do sistema FAT.
Cada entrada de arquivo ou diretório no MFT possui 2 KB, onde são armazenados o nome do arquivo e seus atributos. Sobra então uma pequena área de dados, geralmente de 1500 bytes (pode ser maior ou menor, dependendo do espaço ocupado pelo nome e pelos atributos do arquivo) que é usada para guardar o início do arquivo.
Caso o arquivo seja muito pequeno, ele poderá ser armazenado diretamente na entrada no MFT. Caso contrário, serão armazenados apenas os números dos clusters ocupados pelo arquivo.
Em alguns casos, não é possível armazenar nem mesmo os atributos do arquivo no MFT, neste caso, os atributos serão gravados em clusters vagos do HD e a MFT conterá apenas entradas que apontam para eles.
Pode parecer estranho que um arquivo possa ter mais de 2 KB só de atributos, mas no NTFS os atributos do arquivo vão muito além dos atributos de arquivo, diretório, oculto, etc. que existem no sistema FAT.
Os atributos do arquivo incluem seu nome, versão, nome MS-DOS (o nome simplificado com 8 caracteres e extensão), mas, principalmente incluem as permissões do arquivo, quais usuários do sistema poderão acessa-lo ou não, e ainda um espaço reservado para auditoria, que permite armazenar informações sobre quais operações envolvendo o arquivo devem ser gravadas para que seja possível realizar uma auditoria, caso necessário. “Quem modificou o projeto sem autorização???” :-)
Por sinal, a possibilidade de estabelecer permissões de acesso para cada arquivo ou pasta é um dos recursos mais interessantes do Windows NT e 2000.
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