Sistema FAT 16
Este é o sistema de arquivos utilizado pelo MS-DOS, incluindo o DOS 7.0, e pelo Windows 95, sendo compatível também com o Windows 98 e a maioria dos sistemas operacionais usados atualmente.
Hoje em dia, a FAT 16 é uma espécie de pau pra toda obra, pois HDs formatados neste sistema podem ser acessados sem dificuldade no Windows 2000, Linux, e em vários outros sistemas.
Porém, apesar da versatilidade, a FAT 16 possui pesadas limitações. O sistema de arquivos adota 16 bits para o endereçamento de dados, permitindo um máximo de 65526 clusters, que não podem ser maiores que 32 KB. Esta é justamente a maior limitação da FAT 16: como só podemos ter 65 mil clusters com tamanho máximo de 32 KB cada, podemos criar partições de no máximo 2 Gigabytes utilizando este sistema de arquivos. Caso tenhamos um HD maior, será necessário dividi-lo em duas ou mais partições. O sistema operacional reconhece cada partição como um disco distinto: caso tenhamos duas partições, por exemplo, a primeira aparecerá como C:\ e a segunda como D:\, exatamente como se tivéssemos dois discos rígidos instalados na máquina.
No Linux as partições aparecem dentro da pasta /dev. O primeiro disco rígido (o master da IDE primária) aparece como /dev/hda, o segundo disco rígido aparece como /dev/hdb, o terceiro como /dev/hdb e assim por diante. Caso os HDs estejam divididos em várias partições, o número da partição aparecerá logo depois do nome do HD. Por exemplo, caso o seu primeiro disco rígido (/dev/hda) esteja dividido em três partições, as partições aparecerão como /dev/hda1, /dev/hda2 e /dev/hda3.
Imagine agora que você tem um micro com o Linux instalado e resolveu instar nele um segundo HD, formatado em FAT 16. O HD aparecerá como /dev/hdb e a partição aparecerá como /dev/hdb1. Para acessa-lo, você precisa apenas abrir o terminal dar o comando: “mount /dev/hdb1 /win -t vFAT”. Com o comando, você explica para o Linux que o seu segundo HD está formatado no sistema FAT e que deseja ter acesso a ele apartir da pasta /win. Depois de dar o comando, basta acessar a parta /win para ter acesso a todos os arquivos do HD. Se quiser, você pode trocar o “/win” por outra pasta qualquer que ache mais conveniente. Para criar pastas, basta usar o comando “mkdir” como em “mkdir nova_pasta”.
Este é o processo manual para montar partições, que funciona com qualquer distribuição do Linux, mesmo as antigas. As distribuições atuais sempre incluem utilitários gráficos que permitem montar partições sem sequer precisar usar o terminal.
Continuando a descrição de como funciona a FAT 16, um cluster é a menor unidade de alocação de arquivos reconhecida pelo sistema operacional. Apenas recapitulando, na FAT 16 podemos ter apenas 65 mil clusters por partição. Este limite existe devido a cada cluster ter um endereço único, através do qual é possível localizar onde determinado arquivo está armazenado. Um arquivo grande é gravado no disco fragmentado em vários clusters, mas um cluster não pode conter mais de um arquivo.
Em um HD de 2 Gigabytes formatado com FAT16, cada cluster possui 32 Kbytes. Digamos que vamos gravar neste disco 10.000 arquivos de texto, cada um com apenas 300 bytes. Como um cluster não pode conter mais do que um arquivo, cada arquivo iria ocupar um cluster inteiro, ou seja, 32 Kbytes! No total, estes nossos 10.000 arquivos de 300 bytes cada, ocupariam ao invés de apenas 3 MB, um total de 320 MB! Um enorme desperdício de espaço.
Como de qualquer forma não é possível ter mais de 65 mil clusters, é possível ter clusters menores, apenas caso sejam criadas partições pequenas:
Tamanho da Partição |
Tamanho dos Clusters usando FAT16 |
Entre 1 e 2 GB |
32 Kbytes |
Menos que 1 GB |
16 Kbytes |
Menos que 512 Mb |
8 Kbytes |
Menos que 256 Mb |
4 Kbytes |
Menos que 128 Mb |
2 Kbytes |
Justamente devido ao tamanho dos clusters, não é recomendável usar a FAT16 para formatar partições com mais de 1 GB caso contrário, com clusters de 32KB, o desperdício de espaço em disco será brutal.
De qualquer forma, mesmo que o desperdício de espaço não seja problema, o limite de 2 GB já é o suficiente para evitar usar este sistema de arquivos em qualquer PC minimamente atualizado.
O Windows NT pode criar e utilizar partições FAT 16 com clusters de 64 KB, o que permite a criação de partições FAT 16 de até 4 GB. Porém, este não é um bom negócio, pois com clusters tão grandes, o desperdício de espaço será enorme. Apenas o Windows NT 4 e alguns programas formatadores, como o Partition Magic da Power Quest (www.powerquest.com.br) são capazes de criar estas partições e apenas o Windows NT e 2000 são capazes de acessá-las corretamente. O Windows 98 até pode acessar estas partições, mas você terá alguns problemas, como programas informando incorretamente o espaço livre do disco. Mas, segundo a Microsoft, não existe perigo de perda de dados.
A versão OSR/2 do Windows 95 (conhecido também como Windows "B"), trouxe um novo sistema de arquivos chamado FAT32, o qual continua sendo utilizado também no Windows 98 e suportado pelo Windows 2000 e Linux. Por sinal, a FAT 32 deverá continuar sendo o sistema de arquivos mais utilizados durante algum tempo, enquanto os PCs com o Windows 98 ou ME ainda forem a maioria. Vamos então falar um pouco sobre ele:
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