Redes
As redes são um campo cada vez mais importante ultimamente. Basta lembrar que a Internet, tão essencial hoje em dia, nada mais é do que uma rede de computadores.
Existem várias arquiteturas de rede e novas são criadas a cada dia, mas felizmente, a tendência é que sempre um único ou alguns poucos padrões sobrevivam em cada área.
O padrão Ethernet por exemplo se tornou quase onipresente nas redes cabeadas. Isso trouxe algo muito positivo, que foi a facilidade em montar redes. Como todas as placas são compatíveis e os cabos são padronizado, é muito fácil encontrar os componentes e o preço caiu muito.
Temos três padrões de redes Ethernet: de 10 megabits, 100 megabits e 1 gigabit. As placas são intercompatíveis, mas ao combinar placas de velocidades diferentes, a rede passa a operar na velocidade da placa mais lenta, a menos que você invista num switch, que é capaz de isolar as transmissões, permitindo que cada placa opere na sua velocidade, sem prejudicar as demais.
Mas, afinal, o que é um switch?
Um switch é uma espécie de irmão mais velho do hub, os dois tem a mesma função, ou seja, servir como um ponto central para a rede. Todas as placas de rede são ligadas ao hub ou switch e é possível ligar vários hubs ou switchs entre sí caso necessário.
A diferença é que o hub apenas retransmite tudo o que recebe para todas as estações. Isto significa que apenas uma pode falar de cada vez e que todas precisam operar na mesma velocidade (sempre nivelada por baixo). Isto funciona bem em pequenas redes, mas confirme o número de PCs aumenta, o desempenho diminui rapidamente.
Surgem então os switchs, aparelhos mais inteligentes, que são capazes de estabelecer ligações apenas entre o emissor e o destinatário da transmissão. Isso permite que várias transmissões sejam feitas ao mesmo tempo (entre PCs diferentes naturalmente) e cada placa pode operar na sua velocidade máxima. Usando switch o desempenho da rede se mantém com um número muito maior de estações.
Os hubs são atualmente muito baratos, entre 60 e 200 reais, mas o switchs podem ser muito mais caros, chegando facilmente aos 500 reais.
Finalmente, temos os roteadores, que são o topo da cadeia evolutiva. Os roteadores são ainda mais inteligentes, pois são capazes de interligar várias redes diferentes e sempre escolher a rota mais rápida para cada pacote de dados. Os roteadores podem ser desde um PCs comuns, com duas ou mais placas de rede até supercomputadores capazes de gerenciar milhares de links de alta velocidade. Os roteadores formam a espinha dorsal da Internet.
Finalmente, temos as redes sem fio, que estão em rápida ascensão, lideradas pelas placas 802.11b.
Isso mesmo, “802.11b”. esqueceram de inventar um nome mais familiar para o padrão, mas enfim, o que importa é o que ele faz, não é mesmo? :-)
Os transmissores 802.11b são bastante compactos, a ponto de caberem num cartão PC-Card, que pode ser instalado em qualquer notebook. Existem ainda placas para micros de mesa, assim como adaptadores, que permitem usar os cartões em micros de mesa.
Ao invés do Hub temos o ponto de acesso, que é capaz de centralizar as transmissões de dados de algumas dezenas de estações.

Ponto de acesso e placa PC-Card
A velocidade é de 11 megabit, um pouco mais que as redes Ethernet de 10 megabits e o alcance varia entre 15 e 100 metros, dependendo dos obstáculos. A grandes distâncias o sinal se degrada e a velocidade de transmissão diminui, até o sinal se perder completamente.
Além dos notebooks, as interfaces 802.11b podem ser usadas em alguns handhelds e tem tudo para se tornarem cada vez mais populares.
Os pontos de acesso quase sempre podem ser conectados a uma rede Ethernet já existente, unificando as duas redes. Isto permite que num escritório você possa ligar os desktops usando uma rede Ethernet convencional, que é mais rápida e mais barata e usar a rede sem fio apenas para os notebooks.
Além dos componentes físicos da rede serem quase sempre intercompatíveis, os sistemas operacionais atualmente também são.
Com um pouco de conhecimento de causa, você não terá maiores problemas para interligar um PC rodando Windows, outro rodando Linux e um Macintosh na mesma rede, trocar arquivos e compartilhar a conexão com a Internet entre eles.
Alguns termos que você precisa ter em mente:
TCP/IP – É o principal protocolo de rede, usado na Internet e na grande mairia das rede locais. O protocolo é justamente a língua universal que permitem que vários sistemas diferentes possam conversar.
ICS – É o programa, presente no Windows 98 SE, Windows ME, Windows 2000 e Windows XP que permite compartilhar a conexão com a Internet. Os clientes podem rodar Linux, Mac OS ou vários outros sistemas, pois tudo é feito via TCP/IP, que é universal.
Samba – Este é o software que permite compartilhar arquivos entre máquinas Linux e Windows. Roda no Linux.
Compartilhamento – Seja no Windows ou no Linux, tudo que for ser acessado por outros micros da rede é chamado de compartilhamento. Você pode compartilhar arquivos (pastas, ou até mesmo o HD inteiro), CD-ROM, Impressora, etc. Da até para usar o PC remotamente, através do VNC.
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